18 julho 2006

Porque há apresentações e Apresentações

vale a pena ver a apresentação de Joshua Prince-Ramus [via post-habitat].


Joshua Prince-Ramus era um dos sócios de Rem Koolhaas nos OMA de Nova Iorque. Por mútuo acordo separaram-se [em Maio deste ano] e Joshua formou com Erez Ella os REX. A biblioteca de Seattle, o primeiro projecto apresentado, ainda foi feito sob a parceria dos OMA.


aqui

10 julho 2006

Queixinhas [1ª parte]

Tabela de Pagamentos para a Admissão
De acordo com o estipulado no Regulamento de Admissão, em vigor desde 30 de Agosto de 2004, na 4 ª Reunião do Conselho Directivo Nacional de 24 de Fevereiro de 2005, foi definida a seguinte Tabela de Pagamentos:
Prova de Admissão: 150€
Recurso da Prova de Admissão: 100€
Estágio e Acções de Formação Complementar: 300€
Avaliação Curricular e Acções de Formação Complementar: 300 €
Acções de Formação Complementar: 130€


Não tenho por hábito queixar-me da vida. Normalmente há pessoas pagas para isso, que assinam colunas de jornais e que são lidos com conivência e satisfação por milhares.
Mas esta associação colectiva [entidade pública!?], denominada de Ordem dos Arquitectos [qual sindicato...] suga um mínimo de 300 euros a um estagiário que, em 80% dos casos [numa de optimista], não recebe um tusto pela exploração a que é submetido pelas entidades empregadoras [que, supostamente, estão por dentro da realidade de um recém formado arquitecto].
Isto já para não falar nas propinas [860 euros] que tive que pagar este ano sem nunca ter posto os pés na faculdade...
Mais a perspectiva das coisas ficarem na mesma apesar da revogação do decreto lei 73/73 num constante desprezo pelas qualidades e formação do arquitecto.
Quando nos dói o dente do ciso vamos ao dentista. Quando precisamos de um conselho jurídico procuramos um advogado. Mas quando queremos uma casa pouco nos importa se foi desenhada por um assistente técnico que tirou um curso de ano e meio financiado por fundos europeus. Até tem uma varanda impecável para fechar com uma marquise! É mais ou menos como ter uma equipa de futebol e ir buscar um engenheiro para a treinar... mas isso já é outra coisa.
E a Ordem onde está?

[continua]

05 julho 2006

Época de concertos

Ontem fui ouvir os Brown Sugar ao Tamariz. Músicas boas intercaladas com outras próprias de uma banda que ainda procura definir o seu estilo e ganhar o seu espaço na cena musical rasta. Curti. Amanhã tenho o princípio do Festival Africano que dura o fim de semana todo com músicos como o Tcheka que já ouvi em Angola e que é uma máquina em palco, os Tiken Jah Fakoly que conheci por ser uma influência dos Brown Sugar, e outros que servem de enchidos pró cozido.
Ainda, para ver, sexta-feira, Finalmente há luar, uma peça do Stau Monteiro.

Preenchido este fim-de-semana.
Mais não seja para me desforrar da inércia que se apoderou de mim em Bruxelas.

Siga em frente...

Nota de Rodapé: Filmes bons para ver e que tenho visto ultimamente: Stoned (uma viagem ao mundo dos Rolling Stones); Factotum (Matt Dillon a interpretar de forma sublime um livro de Bukowski em que este se descreve a ele próprio); Refugee All Stars (Buena Vista Social Club em que os interpretes são músicos num campo de refugiados da Serra Leoa na Guiné).

03 julho 2006

Os favorecidos...

Por vezes penso que sorte tiverem aqueles que passaram pelos "Roaring Twenties" ou aqueles que viveram o "Flower Power", mas esqueço-me sempre que, embora a nossa geração tenha sido obrigada a sobreviver à música dos anos '80, nós hoje vivemos a melhor época de sempre...

A única da história que teve como presidente da super potência mundial uma verdadeira caricatura.

Imagino qual será o nome dado, daqui a 40 anos, a esta página única da história universal.
"The Bush Banquet"
"The Bush Boom"

30 junho 2006

Estive de férias...

Uma semana em bruxelas e 4 dias em Espanha, espalhados entre Valência e Madrid, e o engraçado (no sentido trágico-cómico) é que a única diferença que encontrei foi nas marcas de cerveja vendida.

Espera-se que as incursões futuras sejam um pouco mais culturais...

Freitas demitiu-se

Mas ninguém sabe.

Devem estar à espera que o Pauleta comente o sucedido!

Houve quem disse...

Que queria que a Inglaterra e Portugal perdessem os dois!
É que se o futebol é o melhor que Portugal tem, é também o pior da Inglaterra.

Os extremos que definem a loucura que gira em volta da bola...

28 junho 2006

Hoje não há mundial

e a vida perdeu todo o sentido.

16 junho 2006

Uma forma porreira de matar

Seria aproveitar as traças todas que sobraram da praga... criá-las e largá-las a meio da noite no quarto de alguém...
Eu sei, tem um pouco do maluco das borboletas do "Silêncio dos Inocentes", mas a imagem é própria e pertence em exclusivo ao meu refinado cérebro...
Obrigado

A música da MTV

foi feita para ser vista...
Carne exibida ao quilo.

Nem tudo é mau

Angola kangou um empate ao México...

12 junho 2006

O mundial começou...

E o mundo parou...

08 junho 2006

A vantagem de jogar em casa

A natureza desta Guerra é tão preversa que a morte de Zarqawi pode ter efeitos positivos também para a al-Qaeda. Passo a explicar: Para aqueles que vêem Zarqawi como um mártir, a sua morte pode despoletar o 'dever' para muitos seguidores e simpatizantes, de se alistarem nas fileiras da al-Qaeda ou contribuirem para a causa de forma mais directa.

Também não me admirarei se, em consequência desta morte, a al-Qaeda responder com ainda mais furor e determinação. O fim desta guerra que não se pode vencer, ao contrário do que pensam os mais optimistas, não está perto.

Só há um final possível para este terrível e sangrento conflicto, e esse passa pelo abandono total das forças de ocupação. Quando isto acontecerá ainda é incerto, mas só depende de nós, não dos outros!

Nós temos pressa em ir embora, eles não. É a vantagem de jogar em casa!

Que Surpresa...

Antes que os governos de Bush e Blair tivessem tempo de nos dizer pela enésima vez que finalmente ganharam a SUA guerra contra o terrorismo, lá veio a al-Qaeda com a sua regularidade habitual explicar-nos que continuariam com a mesma dedicação de sempre a fazer o que lhes compete....

Mais depressa acredito em deus, fadas e afins, do que na possibilidade de se vencer uma guerra contra o terrorismo global. Mas enfim, o que é que se pode fazer....

O elo mais fraco...

Porque é que quase sempre que um blogger masculino decide fazer um post com uma fotografia de uma mulher sente a necessidade tremenda de começar esse mesmo post com:

"Eu não costumo postar este tipo de fotos..." ou
"não sou nada de fotos de gajas" etc...

Elogio à eficiência

Trabalhar em consultoria significa trabalhar nas instalações do cliente. As pessoas que ficam no escritório, 80% delas não têm nada para fazer, e no entanto...

... eu nunca vi uma imagem de eficiência tão vincada como quando passo um dia no escritório. As pessoas não falam, andam de forma rápida e brusca pelos corredores, olham para o chão e quando sentados para o computador. É raro ver páginas de internet abertas e ouvir um sorriso nem pensar (a última vez que isso aconteceu foi em 1993).

Ora que isto dava um belo elenco para o próximo do Filipe LaFéria...ai isso dava...

A pensar nos meus posts...

Vem-me uma palavra à cabeça e que eu julgo estar a ocupar grande parte do meu cérebro...

SARRO...

Mais, acabo de descer do café/cantina da empresa, que deve ser o espaço mais caro de lisboa onde ter um café, o 13º piso de uma das torres das amoreiras, e estava a tocar o tainted love dos "Soft Cell"

Sometimes I feel I've got to
Run away I've got to
Get away
From the pain that you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
And I've lost my light
For I toss and turn I can't sleep at night

Eles também deveriam ter muito SARRO, mas mais SARRO ainda deve ter o responsável por colocar estas músicas a tocar no bar de uma empresa tão brilhantemente Corporate como esta onde eu trabalho...

Formas porreiras de morrer...

Tenho andado a pensar nisto... E noutras como formas interessantes de matar...
Sinto uma necessidade enorme em partilhar.



Neste filme, que não é grande pedra mas distrai, o "House of Sand and Fog", Ben Kingsley, que é um General de um país do médio-oriente caído em desgraça, no final decide sentar-se com a mulher no terraço e drogar o chá que lhe serve.

Depois, leva-a e deita a na cama, veste-se com a sua farda de gala e embrulha um saco de plástico na cabeça, deitando-se ao lado dela. Adormecem os dois tranquilos, lado a lado.

O que me fascina é a poética do fim da vida deles. Na cama, ao lado um do outro, sem nenhum problema pela frente.

07 junho 2006

Chicala Paraíso

Parte I
Da Cultura

A música cabo-verdiana que toca no Chicala merece ser ouvida. Tem nos seus melhores dias e nas melhores horas da noite bons intérpretes. Nos outros tem arrivistas, se é que lhes podemos chamar assim, que gostam de tentar uma mistura de canto, com graça com álcool e o resultado quase sempre é uma triste figura. Nalguns casos gera momentos de humor, mas de humor categoria B que tanto pode ser experimentado no Chicala como noutro sítio qualquer. Cantores que gozam com o fado misturando o de forma brejeira nas melodias cabo-verdianas que saem da guitarra do Rui Jorge. Cantores que gritam e esbracejam para esconder a sua falta de capacidade de cantar e por aí fora. Nessas alturas é quando a conversa rola com menos medo de interromper o que quer que seja.
No entanto, e mesmo nessas alturas, os músicos levam-se muito a sério e sentem-se ofendidos com tal afronta.

Dizem-me outros cabo-verdianos, que os músicos da sua terra gostam de sentir a importância que têm e gostam de usufruir do seu estatuto. Gostam de parar durante vinte minutos ao fim de três músicas e fingir que afinam instrumentos. Gostam de mostrar que já estão esgotados do serviço que prestam antes ainda de ter passado meia-hora da prestação. É este o lado mais obscuro do Chicala. É que muitas vezes estas pausas ou ofensas geram burburinhos no público e acabam por gerar confrontos desnecessários e ofensas próprias de noite avançada. Verdade é também, que só uma vez vi estes arrufos acabar mal. Mas mancham com nódoa de vinho o estatuto sublime de outra forma inteiramente merecido.

inho... o problema z...inho

Alguém alguma vez respondeu à pergunta assim:

"Estou em casa só!"

Resposta - Não, porque quando dizemos que estamos sozinhos queremos que tenham pena de nós...
Sou um coitadinho, estou sozinho a beber o meu cházinho e a dar festas no meu gatinho!!!

é muito machão!!!