18 abril 2007

Engenharia técnica

Concordo com o Konhama quando refere a excessiva atenção, tão tipicamente portuguesa, dada ao título académico de Sócrates. Tão mesquinha quanto ridícula. Para mim não precisa de ser engenheiro ou doutor. Se sabe inglês técnico ou se toca xilofone.
A minha preocupação é mais com o conteúdo do que com a forma. Como refere Rui Castro, do 31 da Armada [blog suspeito, bem sei...]:

- Sócrates acha normal que a data da sua "licenciatura" reporte a um domingo;
- Sócrates acha normal que o mesmo professor lhe tenha dado 4 cadeiras num único ano (de um total de 5);
- Sócrates acha normal que esse mesmo professor tenha sido posteriormente por si nomeado para cargos públicos;
- Sócrates acha normal que esse mesmo professor seja suspeito da prática de diversos crimes, o que terá inclusivamente levado à sua constituição como arguido em processos-crime;
- Sócrates acha normal que existam diversos registos na Assembleia da República, alegadamente assinados pelo próprio com a mesma data, com informações contraditórias acerca das suas habilitações.

No princípio tudo me parecia tão insignificante quanto uma mera questiúncula que teria surgido como um pobre ataque pessoal ao primeiro ministro e uma tentativa de encerrar uma universidade que talvez já devesse ter sido encerrada antes. Típico caso de tricas de poder dos conselhos pedagógicos e executivos universitários, ainda para mais numa universidade privada que lida com muito dinheiro.
Mas esta era apenas a forma. Porque no conteúdo estão implícitos favorecimentos recíprocos, típicos dessa também tão portuguesa instituição do toma-lá dá-cá, que me preocupa muito mais. E os rumores de pressões oriundas desses misteriosos gabinetes de comunicação governamentais que alimentam essas teorias de conspiração e controle por parte de um big brother atemorizador.

Concordando ou não com as reformas instituídas pelo governo de Sócrates, até porque não as sinto na pele, não sei se ele agora terá força para as levar avante e acho imprescindível que, já que agitaram as águas, agora mexam na lama. E depois contem-nos tudo.

17 abril 2007

Sócrates vs Clinton

Entre os dois escândalos qual o mais patético, a ignorância do nosso PM ou a devassidão do outro?

Os americanos, puritanistas e castos, não conseguiram perdoar o facto de terem um presidente adúltero quando isso em nada afectava a qualidade do seu trabalho nem a sua integridade na defesa dos interesses nacionais. Integridade familiar, bem essa pode ter sofrido um pouco, mas eu não conheço as taras da querida Hillary e como se costuma dizer, entre marido e mulher...

Os tugas, com a sua doutorite aguda, não conseguem entender como é que um rapaz "lá de shima" que até nem estudou muito, nem sequer engenheiro é, consegue ser Primeiro Ministro. É uma vergonha para este país, onde somos incapazes de reconhecer as qualidades da formação técnica e das escolas de ensino médio, onde todos temos de ser doutores, onde gestores são tratados por sr. dr., ter no nosso cargo mais mediático, um licenciado em engenharia.

Nem sequer Engenheiro é.

E eu pergunto, com tanta coisa boa para chatear o homem, mas tanta mesmo que podia fazer uma grande diferença ao país, perdemos duas semanas de espaço televisivo com o raio de um diploma?

Aí exmos. srs. engºs.
assim não vamos lá...

Engenheiros


05 abril 2007

Assaltos em Angola

Mais um assalto... Um pouco mais assustador. Apanhado de surpresa por dois assaltantes que saltaram armados de uma mota. Depois seguiu-se o "drill" do costume, o assustador foi quando o que estava a assaltar a pessoa que estava comigo mandou o meu assaltante dar-me um tiro.

Assustou-me. Melhor, traumatizou-me. Dei por mim nos dias a seguir a ter medo de sair quando estavam muitas pessoas na rua e pior, dei por mim a fazer juízos de valor baseado no aspecto das pessoas, e pior ainda, na cor. Tento por tudo não ser racista mas dou por mim subconscientemente a julgar... e a julgar... e é tramado. Mas agora vejo como o medo é o princípio de tudo. Vejo na pele, não apenas nas reacções dos outros. E vejo como é fácil cair na rotulação pelo medo.

Eu sei que justifico as minhas reacções de outras formas. Desigualdade social, desespero, etc... Mas a verdade é que a cor é a primeira que uma pessoa vê, e o subconsciente é tramado. A segunda é a aparência, dai também metermos todos os maltrapilhos no mesmo saco...

Generalizando, é tramado. E quanto mais medo tivermos mais tramado fica...

15 março 2007

O Bom Pastor

É realmente um bom nome para o filme... Se considerarmos que um pastor é um homem que passa 99% do seu tempo no campo a falar com ovelhas e onde as maiores emoções que ocorrem na vida dele são as mudanças climatéricas.

O filme é lento e o pouco interesse que poderia ter, fruto de algum trabalho histórico e de apresentar um relato, por muito ficcionado que fosse, da crise dos mísseis em Cuba, não teve.

A crise dos mísseis serviu apenas de introdução para conhecermos o retrato do carácter de um trabalhador da CIA. O Pastor... Aquele que guarda ovelhas e que não conta segredos a ninguém. O homem frio. O estereótipo no seu máximo.

Antes tivesse ido contar ovelhas mesmo...

05 março 2007

Fumar mata

Acabo de ler que, segundo um estudo, realizado por especialistas [para quem não sabe os especialistas são aqueles que fazem estudos], por cada cigarro que se fuma perdem-se 11 minutos de vida.
Segundo as minhas contas não chego ao fim de semana.

03 março 2007

Dar tempo ao tempo

There's a time for being naive
a time for being wild
a time for being reckless
and behaving like a child

A time for getting married
having children and becoming respectable
a time for investing in markets
and park walks on sundays

A time to change your job
A time for reflection
a time to retire
and do some introspection

All i need is some time for
the only victim of time
the one we never have time for
time and time itself

02 março 2007

Ontem fui assaltado

à mão armada... e só pensava em chegar a casa e fazer uma omelete. É arrepiante, assusta, transtorna e tudo o mais, mas eu vejo-o como perfeitamente natural. Cada vez mais, e não só aqui em angola, vamos ter de viver com isso. Acho que já o integrei como uma actividade esperada que aconteça de vez em quando.

E a omelete estava mesmo boa...

26 fevereiro 2007

Economic Intifada?


Agora imaginem...




24 fevereiro 2007

Politicamente Correcto [1]


de ~deviantpt.

16 fevereiro 2007

Falta uma nova liderança ao Bloco

Há uma verdade para mim incontornável, que é a de que todos os políticos têm o seu tempo. A meu ver existem 3 condicionantes principais que podem encurtar o tempo de cada político, ao causar mais desgaste à sua imagem.

1. A mensagem que cada líder tenta passar, e a maneira como o faz. Como Louçã sempre teve um estilo muito agressivo, frontal e de confronto, e a sua mensagem sempre foi uma de ruptura para com os poderes instituídos, a sua imagem desgasta-se mais rapidamente do que a de um político mais comedido, como por exemplo Blair.

2. Natureza do partido- Sendo o BE na minha opinião um partido mais vocacionado para causas específicas do que para assumir o poder( partido catch-all), o seu líder tem de ser alguém que não se preocupe em agradar a gregos e troianos. Louçã cumpriu o seu papel muito bem e fez do BE um partido credível, capaz de ombrear com os tradicionais 4. Ao expor-se tanto... teve mais desgaste.

3. tipo de eleitorado- O eleitorado base do BE é muito variável, o que faz com que seja mais importante ainda que a imagem e mensagem do líder não perca o sentido. Passo a explicar. Por exemplo a base de apoio do PCP é constante e de certo modo imutável. São os velhos operários, o Alentejo rural.... São pessoas que toda a vida apoiaram o partido...
O CDS é apoiado pelos Burgueses, Cristãos e por todos aqueles que desejam que o Salazar seja considerado o maior Português.
Mesmo o Psd e o PS têm uma base de apoio mais segura que o BE. Apesar de serem partdos catch-all ( dirigidos a todo o eleitorado) têm bases de apoio sólidas que vêm do seu trabalho desde 74. Desde os Soaristas que são leais devido ao facto de termos entrado na Europa pela sua mão, e que continuam a votar PS, aos saudosistas que vêem na morte de Sá Carneiro uma justificação para votar PSD ad eternum.

O BE não tem na sua base de apoio lealdade construída através da força de hábito como todos os outros partidos têm. A base de apoio do Bloco consiste na juventude insatisfeita com o rumo e as alternativas presentes, nos intelectuais que desejam outro modo de serem governados, ou na população dos centros urbanos que deseja com o seu voto manifestar desagrado para com os poderes instituídos.

Devido à falta de um apoio constante, o líder tem um papel mais importante. Se é um facto que grande parte do que é o BE hoje deve-se sem dúvida à liderança capaz de Louçã, não deixa de ser verdade também que a sua liderança já perdeu a pujança e a novidade de outros tempos, o que a meu ver enfraquece acima de tudo o partido.

Louçã acordou o País com a sua crítica inteligente e incessante, mas agora a liderança necessária é outra. A recente campanha do aborto mostra claramente que Louçã se está a desfazar da realidade e a disparar para todos os lados sem sentido. Primeiro usa a palavra terrorismo na mesma frase em que fala sobre os movimentos do não, e depois na altura da vitória sai-se com a pérola de que os católicos votaram sim. Qual a necessidade de provocar quando se ganha, e aonde é que ele arranjou essa estatística?

Confesso que sempre admirei Louçã e ele foi sem dúvida uma lufada de ar fresco na política nacional. Contudo, eu prefiro lembrar-me do Louçã do inicio, aquele que engrandeceu o bloco com a sua critica inteligente e mordaz, do que assistir à sua transformação no Octávio Machado da política a disparar para todos os lados com pouco nível e ainda menos sentido.

Sr Louçã, fica o agradecimento por ter sido o despertador do nosso povo. Por obrigar-nos a ouvir verdades inconvenientes, e a abrir os olhos perante centenas de injustiças que todos os dias assolam o nosso País. Contudo, perceba que o seu trabalho está acabado e que chegou a altura da renovação. Não se arraste, saia por cima!

The final word

Is truth the final word. He arrived home late, walked up the stairs, kissed his children goodnight. He didn't feel any different before or after doing it. It was just another routine. He felt no love in the action. He went back down to the fridge. Took out some milk. Another routine he wasn't thirsty. Sat on the kitchen table and started thinking about it. His wife was upstairs in bed. Another routine waiting to be fulfilled. He thought about it. Went and sat on the couch, turn on the box. Background noise... He couldn't give a fuck. He spilt some milk on the couch. Damn velvet cushions. She was going to kill him. He looked at the white puddle, didn't do anything about it just watched the milk sinking in. He knew he was in for trouble. He thought, well I'm doomed already, better get some fun out of it. He tipped the glass over and spilt poured the rest of the milk all over the place. Now this is fun. I wish I could have mor fun more often. The routine. The dry kiss in the morning, the have a good day, the take care at school, the same everyday. He went out into the garden, left the telly on. Took his car keys out of his pocket. He had a good job and a nice mercedes. Sat inside turned the engine on and drove it over the lawn and crammed it into the garage door. Now that was fun too. His wife would wake up now and he was going to have to hear about it. The yelling, the complaints, the misunderstanding, he knew she would be circumstancial analyzing each and every action and she wouldn't think about him or the why behind it all. He turned the ignition on again, pushed the blown-up airbag to the side and reversed into the street. He looked at the front door, she was just coming out of the front door. She stared at the car with its front all done in, she looked at him, he looked at her. In his mind he said goodbye. He put his foot down and drove the car over the lawn smack into the front door catching her by the waist. Her head bent over bang into the hood of the car, his head flew out of the already broken window and smack into the front door and then down on top of hers. And there they lay. Fainted, with her head on the cold hood of the car and a warm trickle of blood, his head on top of hears with the same blood flowing into her hair and left ear joining the streak of her blood. Finally together again, as one, out of the routine, together for life, better and worse. The neighbours lights started lighting up while their own lights slowly faded out. They finally felt together again. Is the final word the truth.

15 fevereiro 2007

Humma la humma la humma

And he said...
Humma la humma la humma
It's a bumma la humma la humma
And she said...
Don't leave your socks spread all over the house...
I can't live like this
he said....
Humma la humma la humma
I must get ou of here and runna la humma la humma la humma
she said...
Don't forget allimony you son of a bitcha
la bitcha la bitcha
he said...
humma la humma la humma
i want my momma la humma la humma la humma
she said...
i ain't your momma
neither your waifa, so watch out coz i got a knaifa...
he said
humma la humma la humma
bitch, watch my blood runna la humma la humma
she said
dog, you ain't gonna humma no more
now that you're spread out flat on the floor
humma la humma la humma

13 fevereiro 2007

Sonhos

Esta noite passou-se assim:

Dei por mim dentro de uma loja, daquelas lojas de coisas que não servem para nada e que são normalmente geridas por pessoas que decidiram viver à margem da sociedade. A loja podia perfeitamente ser encaixada no Bairro Alto, mas esta não era. Fazia me lembrar camden town, por entre aquelas ruas esconças em que a porta dá directamente para um espaço aberto com muitas pessoas a vaguear para cima e para baixo.

Dei por mim dentro da loja a olhar para um cesto pequeno com porcarias lá dentro, entre as quais uns filtros para cigarros pretos com os desenhos das pintas de um dado. Achei piada e quis-levá-los. Comecei à procura e não encontrei o dono, entretanto encontrei mais algo que achei piada, não me recordo do que era. Sei que estava algo ansioso por pagar e como o homem não aparecia instalou-se em mim a dúvida se valia a pena esperar ou simplesmente meter os papeis e o resto no bolso.

Ao tentar vi que tinha um bolso cheio e que ficavam à vista os papelões, tentei meter no outro... a mesma coisa. Ao procurar os meus bolsos que aparentemente estavam cheios vi que num deles tinha um maço de notas. Kwanzas. Comecei a ficar nervoso e a ter dúvidas quanto à minha ideia brilhante de levar as cenas sem as pagar.

Acometido por um acesso de lucidez fui à rua chamar o homem. Ele entrou. Era um senhor velho careca em cima e com cabelo branco comprido a fazer um rabo de cavalo, com barba também ela branca e vestia um colete de cabedal. Um cliché, eu sei. Ele entrou.

Aí eu disse que queria pagar as coisas que ia levar. Ele disse que tudo bem... Apagão...

Cena seguinte. Estão um rol de artefactos no chão e ele a fazer a conta...entre eles, uma máquina de barbear antiga uma de rapar o cabelo, uma lâmpada, um abat jour, três pastas, os tais filtros de cigarro e mais umas coisitas...

Pânico...Comecei a dizer que não queria as coisas e que só queria os papelões, o homem não me ouviu, continuou a fazer as contas.

Acho que era a minha consciência a castigar-me no sonho...

Então decidi tentar poutra estratégia, perguntei o que ele tinha dentro das pastas. Respondeu que eram cd's. Abri, os cd's eram feitos de uma pasta de papel gelatinosa, ou seja, não eram duros. A música que tinham era toda revivalista, grateful dead, jefferson airplane, led zeppelin etc... Ao passar a mão pelos cd's eles juntavam-se uns aos outros e a minha mão passava por entre eles....

Estranhissimo... Lembro-me de ficar com esta sensação a percorrer-me os dedos durante algum tempo e aí acordei...

Olá Mundo, voltei!

Passados 77 dias e alguns aborrecimentos, volto a ter acesso à internet a partir de casa.
Claro que no escritório sempre dava para estar a par das coisas importantes: que o Pinto da Costa escolhe melhor jogadores que namoradas, que o Manuel Pinho não sabe falar chinês e até, mais recentemente, que o Mendonça eliminou o Benfica.
Parece que até se pode abortar em Portugal...
Agora chego aqui e obrigam-me a pôr passwords novas e mariquices do Google, sempre ressalvando que o blog vai ficar exactamente na mesma.
Co-bloggers: são capazes de ter que fazer qualquer coisa também, só não sei o quê, já que me prometeram que isto fica na mesma...
77 dias...
E antes tivesse sido só isto a mudar.

08 fevereiro 2007

to...rtura or not to...rtura. Eis a questão

Já chega de assistirmos impávidos e serenos à contìnua tortura de pessoas culpadas ou inocentes, que mais não faz que legitimar todos aqueles que andem por aì a decapitar cabeças como se andassem a abrir melancias. Nós continuamos a descer e a fazermo-nos mais vulneráveis. Depois de tantos erros e tranta barracada ainda não se percebeu que:

1- a tortura não leva a lado nenhum e que confissões obtidas através de uma prática tão ignóbil como essa têm de validade absolutamente NADA!

2- A política externa ocidental levada a cabo tanto no Iraque, como na Palestina ou em África demonstra que o nosso passatempo favorito em vez de ser ajudar a tornar sociedades falhadas em algo melhor, é precisamente o oposto....

o status quo actual em que vivemos bem com base no insucesso de outros é o motor e a finalidade da nossa maneira de ser. Obviamente isto não pode ser assumido abertamente, mas quem è que hoje em dia acredita seriamente no nosso espirito altruista?

estatística curiosa!

dos cerca de 800 "terroristas" que já passaram por Guantanamo só 8 foram formalmente acusadas de qualquer crime e nenhuma foi considerada culpada!

Parece algo insuficiente se é lá que estão supostamente os elementos mais perigosos, mais terroristas e mais tudo segundo Bush, ao ponto de dar carta branca para que se torture como se não houvesse amanhã.

Já agora um filme curioso sobre este tema que aconselho é: Road to Guantanamo, cuja tradução creio ser 'Caminho para Guantanamo.' Este filme relata a viagem de três ingleses que foram ao Paquistão para um casamento e acabaram em Guantanamo durante cerca de 3 anos.

A pergunta que fica para todos é simples: " Até onde estaremos dispostos a ir em nome da Segurança?"

30 janeiro 2007

Zen vs Jah Consulting

Ao longo destes últimos anos a viragem a oriente tem sido notável, em todos os aspectos da nossa vida, e na gestão também. O fascínio pelo espiritualismo enquanto lentamente perdemos o cunho católico fez com que nos virassemos para novas formas de procura de bem-estar, resultando nos autores esotéricos que existem por aí aos pontapés, na procura de exercícios mentais de relaxamento, feng-shui, tai-chi, meditação, reiki, etc...

A parte mais significativa destes tem origem no oriente, devido à sua forma asséptica e limpa que aborda os temas. Um restaurante de sushi é sempre um lugar espartano, relaxado, com motivos de água e madeira, invocando a natureza, fã do corpo etc...

Na gestão, os consultores de feng-shui aparecem como cogumelos e vêm-nos dizer como organizar a nossa sala de trabalho de forma a diminuir conflitos, a mobília que devemos comprar, e por aí fora.

Agora pergunto, será que só os orientais procuram este tipo de bem estar na sua vida, ou será que o modelo deles é apenas mais fácil de ser franchisado?
Parece-me claramente que é a segunda. Senão vejamos, existem noutras culturas este mesmo tipo de procura. Vejamos os rastafari. Não procuram o hedonismo mas sim um bem estar com a vida e com o corpo, um balanço entre mente e envolvente que pode ser facilmente comparável ao modelo nipónico.

O único problema é a sua franchisização (palavra linda esta). Imaginem um consultor com "dreadlocks" descalço com umas calças vermelhas a sair do gabinete do director geral de uma empresa em pleno dia. Será que funcionaria? Será que seria bem visto?

No entanto, procuram exactamente o mesmo que os colegas orientais. Uns utilizam paus de bambu, outros utilizam ervas "aromáticas". Imaginem que em vez de ouvir o barulho de um riacho, ou de uns piriquitos na floresta como barulho de fundo de um escritório se ouvisse reggae! Imaginem por fim que, em vez de procurarmos o zen que existe em nós, procurassemos por Jah!
Acho que ainda não estamos preparados para receber este novo modelo, mas prevejo que daqui a uns anos empresas de publicidade vão se virar para o modelo africano em detrimento do nipónico, e eu vou lá estar! E depois das de publicidade virão as de marketing e todas as outras...



JAH





RASTAFARI

28 janeiro 2007

Já a república dominicana...

Foi menos interessante...

Luz em Marrocos

Revisitei Chefchaouen. Fim-d'Ano bem passado na companhia de amigos mas com tempo livre, tipo ementa de excursão... Dia 1 - ir ver amendoeira em flor com tarde livre... Foi parecido.


O que gostei de chef outra vez foi a fusão da luz e cor da pequena vila montanhosa. Muito viciado em luz devido a lisboa, esta apanhou-me e cativou-me...


O frio das montanhas e do inverno dão aos dias sem nuvens uma transparência que a maior proximidade do sol não permite...


E assim andei eu passeando durante os últimos e os primeiros dias da junção dos dois anos...